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Humorário

(um diário de rir para não chorar)

(um diário de rir para não chorar)

Humorário

28
Dez20

Pequena lista de infortúnios (ou de como preciso de...)

Humorosa

Ora então, BOASSS TARDEEEEEEEEES PESSOAS! (ou boas tardes a mim, caso ninguém leia, sniff sniff).

Imaginem esta minha segunda-feira, depois de 4 dias de Natal que souberam a férias grandes.

Volto a dormir com o gajo de quem tive saudades e que me faltava para que aquecer a cama e durmo mega agitada com calor ("porque eu só estou bem... aonde não estou...") e sem espaço na cama para acordar em diagonal, logo "acordo" em piloto automático e por sua vez, sem vontade nenhuma de encetar enormes esforços de me deslocar aos últimos 4 dias de trabalho neste querido calabouço com vista para a ponte vasco da gama (é literal!).

Ora aqui a gaja decide perguntar ao Oráculo (que ontem viu o Matrix e a gaja ficou a achar que o Oráculo sabia tudo), "podes dar aqui uma dia pró dia?" e ele sai-se com um texto grande do qual retive: "não faças dramas desnecessários. Reconta a tua história. E faz do teu mantra do dia "Este circo não é meu. Estes não são os meus macacos" e sim, tenho repetido o mantra de forma religiosa. (várias vezes...)

MAS, tudo começou quando decido fechar a porta, sair, entrar no carro e olhar para duas crianças pequenas com a sua lancheira fofinha e de repente: "FODA-SE! O meu almoço..."

Nisto volto atrás (já cheia de vontade como havia mencionado no texto supra) ponho as coisas dentro da malinha que por acaso tinha sido meio encetada na noite anterior, ponho o tupperware com a comida, fecho-o e de repente "CARAAALHOOO" entalei o dedo numa das abas. Doeu pra caralho e fez dói-dói. Mas no drama llama né oráculo. "Não é o meu circo. Não são os meus macacos." Prossigo. Chego ao trabalho a horas, sem vontade, quando decido estacionar, decido inverter a minha tendência de meter de cu e "POH" foi o som que ouvi. Fodi a frente do carro no passeiozinho "Ah é que a frente do carro é baixa.." Não ia com atenção foi o que foi. A culpa foi dos dois grãos de mokambo que desfiz em água para fingir café. E não ter os impactos do dito. Que também começo a achar que é uma granda treta foda-se. Já dormi bem em alturas com 2 cafés, era agora que isto mudava assim? Enfim... nem vou por aí.

Chega-se ao dito office, e sabe-se que estão cá duas das personagens que se preferia que tivessem emigrado para Nárnia, por tempo indeterminado (como o meu ex-contrato que acaba de forma mutuamente acordada em 31 de dezembro)

Algures no tempo descobre-se que a entrevista que ia ter e para a qual stressou que não tinha estudado não acontece (e é adiada para amanhã. APRENDE COM ISTO MIGA!)

Depois decide-se ir na mesma almoçar ao mítico estacionamento do LIDL já anteriormente mencionado nesta pequena casa virtual, e come-se a batata doce assada com o atum que se desenrascou e que me entalou o dedo, e fica-se com vontade de comer um bolinho (engana-se com uma tâmara.) Posto isto vai-se ao LIDL, fila, decide-se conscientemente esperar para entrar porque continua a haver fila (tipo tempos pré-apolipse do papel higiénico), compram-se coisas a correr, estou assim meio numa bolha, lembro-me do NEO e da sua sensação de não saber se estava num sonho, olho para o meu reflexo e penso que me devia ter pintado para não estar com esta cara de quem pinou fortemente durante toda a noite (só que nem isso), saio com as compras na mão, para não pousar o garrafão de agua no chão encosto-o ao carro, ele desliza e rasga-se na lateral gotejando lentamente, como que a lembrar a sensação do meu dia, estão a querer fazer-me gotejar lentamente a paciência certamente. Continuo sorridente a pensar que ainda bem que aprendi sobre fluídos, vazo parte do garrafão abaixo do rasgão e vou toda contente de regresso ao trabalho para onde não queria vir em primeira instância. Ah esqueci-me de vos dizer... hoje decidi pôr o GPS e ele mandou-me por uma estrada nunca dantes experimentada mas que garanto, nem mesmo quando estou no meu modo consciente e orientada haverei de repetir. Imaginem uma encosta a descer tipo aquelas da Madeira com os senhores a conduzir os carrinhos encosta abaixo e agora imaginem uma subida praí com 30% e eu em primeira numa estrada molhada a desejar que os pneus não fugissem. Ah e sim, uma estrada de duas vias, para carros de bois só se for. Rezo para não encontrar ninguém no caminho de volta. Rezo. Rezo mais, fode-te. Dois carros. Penso para mim que vou foder mais um bocadinho um carro que se me dá a taquicárdia quando passo rente a outro bólide em zonas apertadas... Safei-me. Eu que estava com frio até aqueço por dentro.

Estaciono. (Desta vez de cu, que não me fodem mais nenhuma vez...) e começa a cair uma BRUTAL CARGA DE SUMO DE LARANJA (que é a expressão utilizada pela minha mãe para designar uma chuvada do caralho).

Graças a Deus tenho um mini guarda-chuva e decido correr, devagarinho, para chegar cá acima.

Chego cá acima. Sol. 

Depois de descrever esta pequena saga a uma amiga ela diz-me: "Banho de sal grosso nisso".

E honestamente? Calha mesmo bem que tive em Rio Maior anteontem...

#SALGROSSOMETIDOPELOPESCOÇO

#CALMA.

 

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