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Humorário

(um diário de rir para não chorar)

(um diário de rir para não chorar)

Humorário

31
Dez20

Dia ZERO | Later biatcheeeeeeeeeeees

Humorosa

Caríssimos e ilustres seguidores deste caderno diário humoral,

serve o presente post para vos informar que aqui a GAJA às 18h00 do dia 31 de dezembro de 2020 irá cessar funções com a sua atual empresa (local de onde vos escreve no momento) e depois irá para casa encetar um desenfreado movimento gastronómico para comemorar a noite de passagem de ano a dois, e pois que se o ano nos fodeu, acabarei este ano a foder.

Tenho dito.

Boas entradas e saídas se possível em sequência até que gritem bem alto pelo nOHHHHHHHHHvo ano!

E para hoje a banda sonora é imperial:

"Timeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee tooooooooooooooooooooooooooo sayyyyyyyyyyyyyyyy goodbyeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee ...."

09
Dez20

Fui despedida (a novela)

Humorosa

Vamos a factos.

Estava a gaja em teletrabalho quando a informam que se precisa de deslocar até ao escritório presencialmente. Ora pois que nesse preciso instante se adensou no ar o cheiro a cocó, e o estômago apertou de tensão. Claramente andava por estes lados a pairar algo que quando caísse ia cheirar muito mal.

Obviamente, ou quase óbvio, nessa noite dormir foi assim meio a fingir, de olho meio aberto outro meio fechado, e uma constante tensão como quem se prepara para um combate de boxe no ringue (não sei se sugestionado pelo filme sobre o Muhamad Ali (não sei se é assim se que escreve, pardonez moi my french)) até chegar o momento.

Entre as mil tentativas de controlar o discurso que iria chegar até mim, e de controlar a minha reação, havia uma que não estava a equacionar e que o meu Respetivo fez questão de colocar ante meus olhos: "Podes não ter escolha." E guess what, não tive.

Chegada à reunião, olho pintado, rímel na pestana, cat eye e eyeliner sob a égide do mantra "não chores caralho, não chores caralho, não chooooooooores" (porque se chorasse borrava a minha exemplar maquilhagem...) ouço, por detrás de um encolher de ombros que me remeteu para uma pequena criança aborrecida e a puxar a lágrima de cãocrodilo, "não tou a aguentar mais, não dá. Vamos ter que chegar a um acordo". Nunca foram proferidas as palavras despedida, despedimento, dispensada, nada. Apenas uma cena melodramática de "não consigo mais, ando a fazer tudo mas não dá." (Ocorre-me agora a música que me teria ocorrido naquele momento caso não estivesse tão em brasa. "Ela diz que não dáaaaa... não dá não dá não dáaaaaaaaaaaaaaaa...")

E um: "Ok. Posso ir para casa?"

Fui, fodida com o facto de ir e querer transgredir mas a puta de chuva que se fazia sentir lá fora, com vento e o catano também não convidavam a nenhum copo de vinho no jardim, e lá fui eu, enfiar-me atrás do pc à espera que o dia chegasse ao fim.

Chegou. Depois disso, foi o epítome do que considero ter sido o alinhamento planetário mais surreal da minha existência enquanto pessoa.

Aqui a gaja tinha alinhado uns dias fora, (ainda que no país), mas dado a possibilidade de wi-fi e de haver um feriaducho no início da semana, prepararam-se umas noitinhas no meio do campo algures neste Portugal plantado.

Não é que... No dia imediatamente a seguir ao do meu despedimento, estando eu no real caralho rural, por detrás do sol posto, ali prós lados da coxixina, a almoçar num restaurante (de muitos que lá haviam), me encontro com a real alminha que no dia anterior me tinha despedido?!

Pois como devem calcular, aqui a gaja não estava com a maior das vontade de ir lá dar um "OI TUDO BOM?" e decidiu utilizar o seu Respetivo como escudo protetor daqueles tipo "This is Esparta" e dar uma de Diva tipo princesa Diana, olhar para cima, como quem olha e aprecia o belo teto que se afigura de adega, e segue em frente sem dizer nada e não bota olho na mesa.

Passa-se o fim de semana.

Chega-se a segunda e recebe uma mensagem com o tom com que a minha mãe me chamava da cozinha pelo primeiro e segundo nome. "Às 9h00 falamos". (só faltou o "minha menina").

Como aqui a gaja é burróide porque se importa, às 9h00 já estava em teletrabalho, toda ligadona apesar do espírito a querer prevaricar. Foi sol de pouca dura (até porque chovia pra caralho) e eis pois senão quando se sucede uma mensagem de revolta por parte de quem me despediu que se pode resumir ao seguinte: Não me cumprimentaste buá buá buá... por isso quero despachar-te mais cedo buá buá, o meu ego enorme não aguentou uma ofensa destas.

E aqui a gaja perplexa, num misto de angústia, choro e raiva, liga à sua mãe para carpir a alto e bom som à beira da piscina, "SÓ PORQUE EU NÃO LHE DISSE OLÁ!!!!!".

E passei um dia cheia de azedo na boca, que culminou na clássica retaliação de "Agora tens que ir todos os dias presencialmente ao escritório para passar pastas... (PORQUE EU NÃO FIZ PRATICAMENTE 9 MESES EM TELETRABALHO E RESULTOU....#rídiculo)

E aqui estou eu.

Ups.

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