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Humorário

(um diário de rir para não chorar)

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Humorário

30
Abr21

Pari mais um: o Humor poético

Humorosa

Buenas tardes vida!

Para quem leu o meu último post em modo Rocky Balboa, já sabe que a minha intenção era a de neste boteco poder encontrar 4 tipos de escrita de humor (o Rottweiller, o Zen, o Depré, e o Xitex), no entanto, hoje pari mais um: o Humor poético. E é nesse mood que se processará o rol balbuciante de hoje. (*som de voz a clarear*)

 

Encontro-me comigo numa dormência desconhecida

De repente todo o meu corpo se me estranha

Logo eu que ensino aos outros como não se estranharem a si próprios.

De repente vem uma tristeza, uma amargura, um desalento,

Sinto-os nos intestinos como se me roubassem o sangue do corpo,

E o deixassem de fora de mim,

Sobrando apenas, novamente, formigueiro.

Fugiu-se-me o calor das entranhas,

Do coração,

Da mente,

Do Ser.

Fugiu-se-me a alma para parte incerta,

E eu, procurei-a desesperada no que fui,

Nas memórias de quem fui,

Recuperando-as para mim,

Num esforço de pelo menos me lembrar de onde vim.

Não quero negar as minhas origens

Ainda que elas sejam muitas vezes a minha causa de dor,

Ou eu seja a consequência delas, 

Mesmo vendo que com a dor veio a resiliência,

Esta vontade de ser mais, de viver mais,

De acreditar que é possível sair do "tic tac estalado das máquinas de escrever".

As suculentas não querem água,

Eu preciso dela, desespero por ela,

E por isso não posso,

Não mereço,

Nem vou ser,

Tratada como uma.

Começa em mim.

Vou só ali regar-me.

Reerguer-me.

Como de costume.

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